Entre 1993 e 1994, eu e Lima Trindade publicamos dois números de um Folhetim Poético que intitulamos HUGUY RUPI (“em virtude de teu sangue”, em tupi-guarani). Originalmente, dividia conosco a editoria Andrei Moraes, que saiu antes da primeira edição, mas ajudou a pensá-la. No esforço de buscar colaboradores com afinidades literárias, conhecemos dezenas de pessoas que se tornaram nossos amigos, de completos desconhecidos até figuras de relevância na cena literária de Brasília-DF. Estudamos autores para poder falar sobre ele, assim como fizemos nossas traduções com poucos conhecimentos das línguas originais. Não havia computadores tão acessíveis como hoje, por isso fomos à gráfica do Correio Braziliense para fazer a diagramação das páginas, escolha de fontes, tamanhos etc., bem como as impressões. Tudo às nossas expensas, num Brasil em transição de moeda para o Real. Foi uma aventura para nós dois, uma espécie de iniciação literária de dois jovens que cresceram editando fanzines musicais.
