textos de teoria da lírica 2018.2

+ PLANO DE CURSO C/ TEXTOS DISPONIBILIZADOS +

INTRODUÇÃO

27/08 – INTRODUÇÃO

DERRIDA, Jacques. Essa estranha instituição chamada literatura (TEXTO-DE-BASE)

AGAMBEN, Giorgio. “Elogio da Profanação” (TEXTO-DE-APOIO)

  

03/09 – INTRODUÇÃO

AGAMBEN, Giorgio. O fim do poema. (TEXTO-BASE)

AGAMBEN, Giorgio. “Elogio da Profanação” (TEXTO-DE-APOIO)

 

PRIMEIRA PARTE: O POEMA COMO INOPERATIVIDADE DA VIDA

10/09 – BIOPOLÍTICA: UMA VIDA COMO CRIAÇÃO

PELBART, Peter Pal.  Vida Nua, Vida Besta, Uma Vida (TEXTO-BASE)

DELEUZE, Gilles. A imanência_uma vida (TEXTO-DE-APOIO)

AGAMBEN, Giorgio. “Introdução” a Homo Sacer – o poder soberano e a vida nua (TEXTO-DE-APOIO)

17/09 – BIOPOLÍTICA: TESTEMUNHO COMO POSSIBILIDADE DO POEMA

AGAMBEN, Giorgio.  Dois primeiros capítulos de “O que resta de Auschwitz” (TEXTO-BASE)

AGAMBEN, Giorgio.  “A quién se dirige la poesía?” (TEXTO-BASE)

CELAN, Paul – Três poemas

CORONA, Ricardo – Antologia Curare

24/09 – SOBREVIVÊNCIA COMO VIDA PÓSTUMA

FREITAS, Manuel de – O tempo dos puetas (TEXTO-BASE)

FREITAS, Manuel de – Poemas

ORNELLAS, Sandro. Manuel de Freitas em chave biopolítica. (TEXTO DE APOIO)

01/10 – SOBREVIVÊNCIA COMO VIDA ANIMAL

AGAMBEN, Giorgio.  “O fim do pensamento” (TEXTO-BASE)

DERRIDA, Jacques.  O animal que logo sou (TEXTO-BASE)

JORGE, Luiza Neto – Outra genealogia

 

08/10 – A VIDA COMO DESSUBJETIVAÇÃO I

ORNELLAS, Sandro “Desassossegos da democracia” (TEXTO-BASE)

PESSOA, Fernando.  “Ode marítima”  (TEXTO-BASE)

15/10 – A VIDA COMO DESSUBJETIVAÇÃO II

MARTELO, Rosa – “Os nomes da obra” (TEXTO-BASE)

Poemas de Herberto Helder

SEGUNDA PARTE: O POEMA COMO INOPERATIVIDADE DA OBRA (DÉSOEUVREMENT)

22/10 – ARQUEOLOGIA DA OBRA

CORREIA, Adriano. “Introdução À Condição Humana_de Hannah Arendt” (TEXTO-BASE)

29/10 – DESCONSTRUÇÃO DA OBRA

AGAMBEN, Giorgio – “A obra do homem“, “Obra e inoperosidade”, “Arqueologia da obra de arte” (TEXTOS-BASE)

05/11 – MORTE E RETORNO DA OBRA

DURÃO, Fábio A. “Do texto à obra” (TEXTO-BASE)

BARTHES, Roland – “Da obra ao texto” (TEXTO-DE-APOIO)

12/11 – O FIM DA OBRA: LIVRO

RANCIÈRE, Jacques – “El deber del libro(TEXTO-BASE)

MALLARMÉ, Stéphane – “Um lance de dados” e “Alguns poemas” (TEXTO-BASE)

MALLARMÉ, Stéphane – “Quanto ao livro” (TEXTO-DE-APOIO)

19/11 – O FIM DA OBRA: ARQUIVO

ORNELLAS, Sandro – O desassossego dos livros de poesia  (TEXTO-BASE)

PORTELA, Manuel – “Hipertexto como metalivro(TEXTO-DE-APOIO)

PESSOA, Fernando. Arquivo Livro do Desassossego  (SITE-DE-APOIO)

SÁ, Isabel de – Livros de artista. (BLOGUE-DE-APOIO)

26/11 – O FIM DA OBRA: LOUCURA

FOUCAULT, Michel – “Loucura, a ausência da obra(TEXTO-BASE)

ARTAUD, Antonin – “Para acabar com o juízo de Deus(TEXTO-BASE)

Algumas cartas (TEXTO-DE-APOIO)

03/12

Apresentações e discussões das propostas de ensaio

10/12

Apresentações e discussões das propostas de ensaio

17/12

Entrega dos trabalhos escritos

 

 

 

teoria da lírica (programa 2018.2)

CURSO

POÉTICAS E POLÍTICAS DE VIDA E OBRA: POESIA E BIOPOLÍTICA.

 Pretende-se investigar os conceitos de “vida” e “obra” em chave biopolítica – tal como pensada por Giorgio Agamben, atualizando o pensamento de W. Benjamin, H. Arendt, G. Deleuze e M. Foucault – através da forma de linguagem “poema”. Valendo-se de certas poéticas e poetas, Agamben busca a potência política da vida nos limites da sua própria impotência diante da lógica de produtividade tecnoeconômica. Ele também articula o conceito kojeveano-blanchotiano de désoeuvrement (inoperatividade) como ociosidade da obra e suspensão de toda atividade produtivista que confunda trabalho com obra e, por extensão, inoperatividade da vida que produz a obra enquanto trabalho. Por isso também se quer ao longo do curso pensar o conceito de inoperatividade da linguagem, articulando-o à “vida” e à “obra” através de poemas (“inoperatividade da língua”, segundo Agamben) pertencentes a diversos poetas, tais como Fernando Pessoa, Antonin Artaud, Paul Celan, Luiza Neto Jorge, Herberto Helder, Manoel de Barros, Ricardo Corona, Manuel de Freitas e Stéphane Mallarmé.

METODOLOGIA

Dinâmica das aulas

  • Primeira parte com aula expositiva do professor
  • Segunda parte com perguntas, questões, comentários e debate com *s alun+s

Avaliações

  • 80%: UM ENSAIO (entre 09 e 15 páginas, tratando dos sujeitos literários de estudos e de suas desativações de “vida e obra”) A SER ENTREGUE NO ÚTIMO DIA DE AULA.
  • 20% PONTUALIDADE, PRESENÇA E PARTICIPAÇÃO COM LEITURA DOS TEXTOS.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

  1. PROFANAR A LITERATURA
  2. POEMA COMO INOPERATIVIDADE DA VIDA
    • Biopolítica e criação: Agamben e Deleuze, Celan e Corona.
    • Sobre/vivência: vida póstuma (Manuel de Freitas) e vida animal (Luiza Neto Jorge, Herberto Helder e Manoel de Barros).
    • Vida como dessubjetivação: Pessoa e Helder.
  3. POEMA COMO INOPERATIVIDADE DA OBRA
    • Arqueologias da obra: Arendt e Agamben
    • “Morte” e “retorno” da obra-como-linguagem: Barthes e Durão
    • O fim da obra: livro (Mallarmé), arquivo (Pessoa), loucura (Artaud).