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  • O poema implode todos os controles sociais. Possui, todavia, seus próprios instrumentos de controle. Mas para uso próprio. O poema, na verdade, ilumina (ou obscurece) apenas a si próprio. Infinitamente auto-explicativo. Assim como o corpo, cheio de zonas incertas. Eles apenas vivem, máquinas autônomas. Solitárias. Intervém, constróem, erguem, tocam, produzem, mas não são essas as…