sobre o desabrigo do gigante

Por que não apoia o rosto

com a mão de fora escondendo

suas vistas à vista despida de todos?

Seu olhar espreita quem o vê

encolhido na quina do fundo

da sala do mundo como se

acuado desejasse ocultar-se

de todos – mesmo exposto

ainda assim aos olhos de todos

Pensa numa falta que pesa

em sua calva à sinistra encostada

A pele represa a menor distensão

desenhada na nudez madrepérola

Um sopro mataria os corvos

que afeto algum lhe destinam

intrigados mais com a incomum

imagem do que com o que vai

na presença à flor da pele