delicado e bruto: dois vídeos a partir de poemas meus

No mesmo dia, foram colocados na rede dois vídeos com poemas meus. Fiquei pensando na delicadeza da primeira leitura e na brutalidade da segunda. E em como ambos os afetos de certo modo estão presentes em mim, neste momento de crise sanitária: a delicadeza necessária para se sobreviver hoje em dia e a brutalidade resultante de se viver do Brasil. Para alguns, pode parecer estranho, mas as duas leituras me tocam profunda e igualmente, e não por vaidosamente serem com poemas meus, mas por mostrarem pontos da minha subjetividade que reconheço.

O primeiro foi feito por Maruzia Dultra, inspirado num poema que escrevi e publiquei aqui sobre a poeta portuguesa Adília Lopes, chamado PISCADELAS DA MENINA ADÍLIA. Maruzia leu o poema e criou o belíssimo vídeo a seguir, que possui uma deliciosa leitura da menina Marina. 

Depois veem os amigos de uma tradicional banda de punk rock Pastel de Miolos PDM, que quando viraram um duo (bateria e baixo turbinado) pediram uma letra e forneci o poema A FESTA do meu livro Formas de cair. Eles a gravaram no seu disco Reação, de 2017. Abaixo, o videoclipe da música.