a questão dos fins na literatura

DEPOIS DE IDAS E VINDAS, O RESUMO:

O objetivo geral da pesquisa é pensar a questão dos fins na literatura, seja pela presença da animalidade nos limiares do humano, estudada por Maria Esther Maciel, Eduardo Viveiros de Castro, Raquel Wandelli e Gabriel Giorgi, dentre outros, seja pelo estudo dos limiares do próprio campo artístico-literário, estudados por Marcos Siscar, Roberto Corrêa dos Santos, Florencia Garramuño e Arthur Danto, dentre outros. Dessas perspectivas, a questão dos fins implica nas noções de vida e obra e permite empreender seu mapeamento em obras de língua portuguesa, tendo por paradigmas Herberto Helder, Ruy Duarte de Carvalho e Vicente Franz Cecim. Para fundamentar a pesquisa, toma-se, por um lado, a noção de “meios sem fim”, de Giorgio Agamben, para quem há uma “conspiração teológica sobre a linguagem”, quando se coloca a linguagem como meio para obtenção de um fim, destino ou realização de algum sentido ontoteológico oculto no linguístico e no político. Por outro lado, toma-se também a palavra cunhada por Jacques Derrida, “destinerrância”, para pesquisar a desconstrução do fim enquanto destino e verdade de toda escrita poética, quando lida por algum destinatário eventual que a reendereça de sua pretendida finalidade, tornando-a estrangeira a/em qualquer leitura.

PALAVRAS-CHAVE: Questão dos Fins; Vida e Obra; Literaturas de Língua Portuguesa; Literatura Comparada; Teoria da Literatura; Pensamento Pós-Crítico.